28/12/2011

“Deixe isso pra lá”: cuidado quando ouvir essa frase!


Será mesmo que “deixar isso pra lá!” é uma boa conduta, um ato inteligente? Evitar uma confusão que se desenha ou calar diante de uma injustiça faz bem ao corpo e à alma? “Deixar pra lá” é um modo de não se importar, não levar a sério agressões a que estamos sempre sujeitos.

Em princípio, parece-me uma boa saída para evitar o desgaste. Deixar de lado picuinhas e melindres histriônicos de outras pessoas pode poupar tempo, dinheiro e saúde. Mas só é válida quando, intimamente, aquele ataque – de fato – nada representou para você (virou até motivo de riso).

Entretanto, se a agressão despertou raiva, ira, medo ou indignação, fica a sugestão: “deixar isso pra lá”, engolir e não digerir vai lhe trazer alguns (ou muitos problemas). Pode ser a raiz de um problema de saúde (físico ou mental) ou um desconforto que vai sendo alimentado “lá dentro”, gerando um planejamento de “dar o troco”, vingar-se.

Nem a vingança é tão terapêutica assim, nem a mágoa (que se cristaliza em ressentimento) suplanta o preço pago pelo desgaste. Vingança vira medo da vingança em sentido contrário, perpetuando o incômodo: o de levar o troco do troco.

Resolver em pouco tempo, rapidamente, mas sem cabeça “quente”, é uma boa alternativa. Se não houver como, conhecer-se mais e aprender um meio de dissipar essa “energia” deletéria só trará bons frutos, mesmo que demore um pouco.

E.C.

Palavras de Introdução


Este blog não tem nenhum objetivo específico. Não serve de receita para se viver bem, nem como alcançar a prosperidade financeira. Também não tem a intenção de autoajuda ou de servir de treinador emocional (“emotional coaching”) para ninguém. Não haverá "receita de bolo".

Quem o escreve não tem a preocupação com suscetibilidades e sensibilidades aguçadas de quem quer que seja. Nem se importa com a falsidade do "politicamente correto", meio de manobra de massas. São apenas opiniões, pontos de vista, publicados para quem quiser ler e se agradar (ou contestar). Fique livre para opinar, sugerir, discordar, compartilhar, elogiar ou perguntar. Mas faça-o com respeito e elegância.

Se o conteúdo do blog causar indignação, revolta, raiva, espanto ou qualquer outra emoção negativa às suas crenças, seja inteligente: não o acesse mais. Ao contrário, se trouxer algum alento, alguma luz ou despertar à sua vida, quer seja ela vista como medíocre ou grandiosa, continue conosco.

Aqui, a maioria dos assuntos tratados será polêmico, doloroso, instigador e duro. Geralmente isso serve para o despertar da consciência adormecida por anos (ou décadas) de manipulação que sofremos dos nossos pais, da nossa família, das crenças religiosas e escolares e da percepção que criamos do mundo e da vida.

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Desejo bom proveito!

Eduardo Camyab